TEOLOGIA DO EVANGELHO DE SÃO JOÃO
A.
O AUTOR
Teologia = fé pensada.
João é considerado o “Teólogo” por excelência.
No
seu túmulo está a inscrição:
“AYA
SOLUK” que
significa Santo Teólogo.
João possui um olhar de ÁGUIA: penetra no mistério da vida divina.
• De fato JO apresenta com ardor contemplativo:
JESUS
é realmente o CRISTO, o FILHO DE DEUS (20,31)
JESUS
é o VERBO feito carne que veio dar VIDA aos homens.
Esse testemunho é prestado sob a ação do ESPÍRITO
SANTO, o ESPÍRITO DA VERDADE, o PARÁCLITO (16,8) visando a UNIDADE dos
discípulos.
B. TEMAS DO
EVANGELHO:
1.
O JULGAMENTO
– Remonta aos Profetas e a literatura
apocalíptica
– Diante de Cristo cada um é convidado a se
pronunciar, a comprovar pertencer ao partido da LUZ ou das TREVAS (3, 19-21)
– Este julgamento acontece sob o AMOS SALVÍFICO
DE DEUS (3,16).
Jesus revela o PAI que trabalha incessantemente
pela salvação dos homens (5,17).
A única exigência de Deus é que, pela FÉ em seu
Filho, acolhamos o seu DOM (1,12):
- Garantia de filiação divina.
- A FÉ é, para JO, o príncipio e o centro da
existência cristã _ a
Fé conduz à VIDA (20,19), (7,37-39), (19,35).
2.
APESSOA DE JESUS
Enquanto Mc. apresenta Jesus, que revela
progressivamente e impondo o “segredo messiânico” àqueles que penetram o mistério de
sua missão e de sua pessoa;
Em João os discípulos desde o primeiro encontro
exprimem seu entusiasmo, pois sabem quem é Jesus (1, 41-49)
E o próprio Jesus se dá a conhecer claramente:
(1, 51), (4, 25-26), (5, 17-22ss).
OBS.: A cristologia joanina não é um docetismo
ingênuo (= DEUS andando na Terra) (1Jo 2, 19).
3 - A HUMANIDADE DE CRISTO
João insiste na humanidade real de Cristo:
emprega o termo homem (anthropos) 15 vezes (4, 29), (7, 51):
– destaca a caminhada (4, 6),
-Emoção e pranto
diante da morte de Lázaro (11, 33-38),
-Agonia (luta interior) (12, 27).
– Percebemos a Cristologia de João através dos
títulos que ele atribui ao Senhor:
* -
Cordeiro de Deus * - Eleito ou Filho do Homem * - Rabbi / Rabuni
*
- Messias – Cristo * - Filho do Homem * - o Filho
*
- O Esposo * - o Salvador do Mundo * - o Profeta que deve Viver
*
- o Santo de DEUS * - Meu Senhor e Meu DEUS
* - fórmula EGO
EIMÍ (Eu
Sou): o pão da vida; a luz do mundo; a porta das ovelhas; o bom pastor; a ressurreição e a vida; o caminho a
verdade e a vida, a verdadeira vide.
– Jesus traz em plenitude todas as aspirações
humanas de segurança e felicidade.
Reconhecer JESUS como PROFETA enviado por DEUS é
o primeiro passo na caminhada da Fé.
Somos chamados a reconhecer o mútuo
relacionamento entre PAI e FILHO (14,10).
O clímax da Cristologia Joanina é o Prólogo: o
LOGOS divino, o VERBO feito carne.
João inspira-se no Gênesis. O Cristo profeta é a
Palavra subsistente em sua relação responsável com DEUS _ tudo é feito pelo Logos.
A salvação consiste, para o crente, em
associar-se à vida do Filho em sua união com o Pai.
João não usa o termo METANÓIA (conversão).
Jesus é o Cordeiro de Deus (1, 29-36) que
COMUNICA o seu ESPÍRITO a quem crer.
João dá espaço ao Espírito Santo:
- batismo no Espírito (1,33).
- O Espírito Santo é a fonte do novo nascimento e
quem vai conduzir a vida do cristão (3, 8)
- O Espírito permite descobrir a paternidade de
Deus (4, 21-24)
- Perdoar os pecados (20, 33) – aspecto
comunitário.
- PARÁCLITO: defensor, intercessor, consolador.
- Missão: ensinar, fazer recordar, conduzir à
verdade, anunciar ou repetir, Dom de DEUS (14, 16 ss) pois procede do Pai (15, 26).
- O Pai envia
o espírito “em nome de Cristo.” (14, 26).
4
– ECLESIOLOGIA
João não usa a palavra IGREJA, Ecclesía, para
designar a comunidade dos discípulos de Jesus:
Imagem de REBANHO.
- Ressalta a FIDELIDADE ao testemunho daqueles
que conviveram com Jesus desde o começo (15, 27) e a comunhão com Cristo no BATISMO e na
EUCARÍSTIA.
5.
– MARIA
- Único no novo testamento a se interessar-se por
MARIA, por Ela mesma.
- Duas cenas de realce: o 1º sinal em Caná e o
Calvário.
a. CANÁ: é o princípio que contém o germe de
todos os outros sinais.
Renovação da ALIANÇA que orienta para a Hora de
Jesus quando Ele dará o seu
Espírito.
Maria: proximidade = mãe
Distanciamento = Mulher (2, 4)
Jesus exige de sua mãe um ato de fé – aqui está a grandeza de Maria: sua intervenção fez com que fosse constituída a comunidade dos discípulos, os quais, à vista do sinal creram em Jesus(2,11).
Maria “se apaga” quando Jesus inicia seu
ministério público.
b) CALVARIO (19, 25-27)
Maria é a figura da comunidade crente que espera
contra toda desesperança.
Modelo de Fé e Coragem (permanece junto à Cruz).
Mãe de Jesus: resto fiel de Israel _ nova EVA, (19,26)
Pe. Aymoré

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