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terça-feira, 29 de agosto de 2017

A IGREJA PRODUZIU A BÍBLIA, E NÃO O CONTRÁRIO

A IGREJA PRODUZIU A BÍBLIA, E NÃO O CONTRÁRIO













A doutrina da Sola Scriptura não dá importância - ou pelo menos grosseiramente desmerece - ao fato de que a Igreja surgiu antes da Bíblia, e não o contrário.

Foi a Igreja, com efeito, que escreveu a Bíblia sob a inspiração do Deus todo-poderoso:

Os israelitas como a Igreja do Antigo Testamento (ou pré-católicos) e os católicos da Igreja do Novo Testamento.

Nas passagens do Novo Testamento notamos que Nosso Senhor dá certa primazia à autoridade do ensino de Sua Igreja e sua proclamação em Seu nome.


Em Mateus 28,20 vemos Jesus ordenando os apóstolos a ir e ensinar em Seu nome, fazendo discípulos em todas as nações.


Em Marcos 16,15 vemos que os apóstolos são enviados a pregar a todo o mundo.


E em Lucas 10,16 vemos que aquele que escuta os setenta e dois escuta o Senhor.









Estes fatos são muito importantes, pois em lugar algum vemos Nosso Senhor ordenando que seus apóstolos evangelizem o mundo escrevendo em Seu nome.

A ênfase está sempre na pregação do Evangelho, não na sua impressão e distribuição escrita.

Então segue que o comando e a autoridade do ensino da Igreja são elementos indispensáveis como meios pelos quais a mensagem do Evangelho deve alcançar os confins do mundo.

Pelo fato de a Igreja ter escrito a Bíblia, é lógico e racional dizer que somente a Igreja detém a autoridade para interpretá-la e aplicá-la.

E sendo assim, por causa de sua natureza e origem, a Bíblia não pode servir como única regra de fé para os fiéis cristãos.










Em outras palavras, por ter produzido a Escritura, a Igreja não elimina a necessidade de ela mesma servir como mestre e intérprete destas Escrituras.


Além do mais, não é errado dizer que somente por colocar a autoridade apostólica no papel, a Igreja de alguma forma faz com que esta mesma autoridade seja superior ao ensino oral?


Semelhantemente à organização que Nosso Senhor estabeleceu, Sua palavra é autoridade, mas porque esta palavra está posta em uma forma diferente da outra não significa que uma forma seja superior à outra.

Pelo fato de a única Palavra de Deus ser dimórfica em sua organização, negar a autoridade de uma é negar a autoridade da outra.

As formas da Palavra de Deus são complementares, não excludentes.
Portanto, se há necessidade das Escrituras, também há necessidade da autoridade que a produziu.

A idéia da autoridade da Escritura existindo separada da autoridade do ensino da Igreja é completamente estranha à Igreja Primitiva.






Se buscarmos os escritos dos Pais da Igreja Primitiva:













Referências à Sucessão Apostólica

Santo Irineu, Contra as Heresias 3,3;

Tertuliano, Prescrição contra os hereges 32,

Orígenes, Primeiros princípios, 1, prefácio. ,




Os bispos como guardiões do Depósito da Fé

Santo Inácio, Carta aos Esmirnenses 8-9;

Carta aos Filadélfos, introdução e cap.1-4;

Carta aos Magnésios, 7. ],




Primado e Autoridade de Roma:

1 Clemente 1,56,58,59;

Santo Inácio, Carta aos Romanos, introdução e cap.3;

Santo Irineu, Contra as Heresias 3,3;

Tertuliano, Prescrição contra os hereges 22;

Eusébio, História Eclesiástica 5,24,9. .










O precioso valor destas referências torna claro o fato de que a igreja primitiva entendeu a si própria como uma hierarquia necessária para proteger a integridade da fé.

Em lugar algum encontramos alguma indicação de que os primeiros fiéis cristãos discordavam da autoridade da Igreja e a consideravam inválida como regra de fé.

Do contrário, vemos nestes escritos que a Igreja, desde a sua mais longínqua origem, entendeu sua autoridade para ensinar como uma combinação inseparável entre Escritura e Tradição Apostólica - sendo ambas ensinados e interpretados com autoridade pelo Magistério da Igreja, cuja cabeça é o bispo de Roma.

Dizer que a Igreja primitiva acreditava na noção de somente a Bíblia, seria o mesmo que dizer que homens e mulheres poderiam alegar que as leis civis não necessitam de um Congresso que as legisle, ou de uma corte que as interprete e de polícia alguma que as execute.

Tudo que seria necessário seria o livro de Direito Civil em todas as casas para que cada cidadão possa determinar por si mesmo como entender e aplicar as leis.


Tal afirmação, claro, é absurda, pois ninguém esperaria que as leis civis funcionassem bem deste modo.


A consequência de tal escândalo inadvertidamente levaria à anarquia total.


Quão mais absurdo, então, é pretender que a Bíblia pode funcionar por si mesma sem a Igreja que a organizou?


É somente esta Igreja - e não somente qualquer cristão - que possui a autoridade divinamente transmitida para a interpretar corretamente, assim como legislar sobre os problemas decorrentes da conduta de seus membros.

Se este não fosse o caso, qualquer nível de situação - local, regional ou global - rapidamente desenvolver-se-ia em anarquia espiritual, onde cada cristão pode formular um sistema teológico e desenvolver uma moral simplesmente baseadas em sua própria interpretação da Bíblia.



E não é isso q estamos vendo hoje, com as milhares de seitas "evangélicas", q surgem a cada novo dia?


ESTUDE MAIS, APRENDA MAIS, BUSQUE O ENTENDIMENTO, POIS O MESMO SENHOR DISSE AO PROFETA:


MEU POVO PADECE POR FALTA DE CONHECIMENTO!!!!!




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Anderson Cordeiro.
Fundador da Comunidade Coração Adorador.

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