A IGREJA PRODUZIU A BÍBLIA, E NÃO O CONTRÁRIO
A doutrina da Sola Scriptura não dá importância - ou pelo menos grosseiramente desmerece - ao fato de que a Igreja surgiu antes da Bíblia, e não o contrário.
Foi a Igreja, com efeito, que escreveu a Bíblia sob a inspiração do
Deus todo-poderoso:
Os israelitas como a Igreja do Antigo Testamento (ou pré-católicos) e
os católicos da Igreja do Novo Testamento.
Nas passagens do Novo Testamento notamos que Nosso Senhor dá certa
primazia à autoridade do ensino de Sua Igreja e sua proclamação em Seu nome.
Em Mateus 28,20 vemos Jesus ordenando os apóstolos a ir e
ensinar em Seu nome, fazendo discípulos em todas as nações.
Em Marcos 16,15 vemos que os apóstolos são enviados a pregar a todo o
mundo.
E em Lucas 10,16 vemos que aquele que escuta os setenta e dois escuta
o Senhor.
Estes fatos são muito importantes, pois em lugar algum vemos Nosso
Senhor ordenando que seus apóstolos evangelizem o mundo escrevendo em Seu nome.
A ênfase está sempre na pregação do Evangelho, não na sua impressão e
distribuição escrita.
Então segue que o comando e a autoridade do ensino da Igreja são
elementos indispensáveis como meios pelos quais a mensagem do Evangelho deve
alcançar os confins do mundo.
Pelo fato de a Igreja ter escrito a Bíblia, é lógico e racional dizer
que somente a Igreja detém a autoridade para interpretá-la e aplicá-la.
E sendo assim, por causa de sua natureza e origem, a Bíblia não pode
servir como única regra de fé para os fiéis cristãos.
Em outras palavras, por ter produzido a Escritura, a Igreja não
elimina a necessidade de ela mesma servir como mestre e intérprete destas
Escrituras.
Além do mais, não é errado dizer que somente por colocar a autoridade
apostólica no papel, a Igreja de alguma forma faz com que esta mesma autoridade
seja superior ao ensino oral?
Semelhantemente à organização que Nosso Senhor estabeleceu, Sua
palavra é autoridade, mas porque esta palavra está posta em uma forma diferente
da outra não significa que uma forma seja superior à outra.
Pelo fato de a única Palavra de Deus ser dimórfica em sua organização,
negar a autoridade de uma é negar a autoridade da outra.
As formas da Palavra de Deus são complementares, não excludentes.
Portanto, se há necessidade das Escrituras, também há necessidade da
autoridade que a produziu.
A idéia da autoridade da Escritura existindo separada da autoridade do
ensino da Igreja é completamente estranha à Igreja Primitiva.
Se buscarmos os escritos dos Pais da Igreja
Primitiva:

Referências à Sucessão Apostólica
Santo Irineu, Contra as Heresias 3,3;
Tertuliano, Prescrição contra os hereges 32,
Orígenes, Primeiros princípios, 1, prefácio. ,
Os bispos como guardiões do Depósito da Fé
Santo Inácio, Carta aos Esmirnenses 8-9;
Carta aos Filadélfos, introdução e cap.1-4;
Carta aos Magnésios, 7. ],
Primado e Autoridade de Roma:
1 Clemente 1,56,58,59;
Santo Inácio, Carta aos Romanos, introdução e cap.3;
Santo Irineu, Contra as Heresias 3,3;
Tertuliano, Prescrição contra os hereges 22;
Eusébio, História Eclesiástica 5,24,9. .
O precioso valor destas referências torna claro o fato de que a igreja
primitiva entendeu a si própria como uma hierarquia necessária para proteger a
integridade da fé.
Em lugar algum encontramos alguma indicação de que os primeiros fiéis
cristãos discordavam da autoridade da Igreja e a consideravam inválida como
regra de fé.
Do contrário, vemos nestes escritos que a Igreja, desde a sua mais
longínqua origem, entendeu sua autoridade para ensinar como uma combinação
inseparável entre Escritura e Tradição Apostólica - sendo ambas ensinados e
interpretados com autoridade pelo Magistério da Igreja, cuja cabeça é o bispo
de Roma.
Dizer que a Igreja primitiva acreditava na noção de somente a Bíblia,
seria o mesmo que dizer que homens e mulheres poderiam alegar que as leis civis
não necessitam de um Congresso que as legisle, ou de uma corte que as
interprete e de polícia alguma que as execute.
Tudo que seria necessário seria o livro de Direito Civil em todas as
casas para que cada cidadão possa determinar por si mesmo como entender e
aplicar as leis.
Tal afirmação, claro, é absurda, pois ninguém esperaria que as leis
civis funcionassem bem deste modo.
A consequência de tal escândalo inadvertidamente levaria à anarquia
total.
Quão mais absurdo, então, é pretender que a
Bíblia pode funcionar por si mesma sem a Igreja que a organizou?
É somente esta Igreja - e não somente qualquer cristão - que possui a
autoridade divinamente transmitida para a interpretar corretamente, assim como
legislar sobre os problemas decorrentes da conduta de seus membros.
Se este não fosse o caso, qualquer nível de situação - local, regional
ou global - rapidamente desenvolver-se-ia em anarquia espiritual, onde cada
cristão pode formular um sistema teológico e desenvolver uma moral simplesmente
baseadas em sua própria interpretação da Bíblia.
E não é isso q estamos vendo hoje, com as milhares de seitas
"evangélicas", q surgem a cada novo dia?
ESTUDE MAIS, APRENDA MAIS, BUSQUE O ENTENDIMENTO, POIS O MESMO SENHOR DISSE AO PROFETA:
MEU POVO PADECE POR FALTA DE CONHECIMENTO!!!!!
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Anderson Cordeiro.
Fundador da Comunidade Coração Adorador.




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